Muitas pessoas querem vender na internet. Gente que fabrica algo artesanalmente em casa, sacoleiros, donos de alguma microfranquia, pessoal que trabalha com marketing multinível, enfim, a lista e grande.

Apesar dos canais de vendas pela internet serem bastante populares, muita gente ainda me pergunta como começar a vender pela web. Muitas acreditam que apenas tendo um site de e-commerce estarão se “estabelecendo” com profissionalismo e credibilidade, contudo, esse é um grande engano. Existem muitas maneiras simples e baratas de vender online e a questão do “profissionalismo” e “credibilidade” não dependem do canal e sim de seu posicionamento.

Credibilidade vem de seu posicionamento e conduta

Existem três pilares fundamentais para que sua loja virtual tenha boa reputação, que devem ser seguidos à risca para construir sua credibilidade.

Transparência e rapidez na comunicação com o cliente

Responda sempre que for questionado, não demore para responder e seja cordial. Depois de vendido o produto, mantenha o cliente informado durante o processo de remessa da encomenda e, caso ocorra algum imprevisto, comunique imediatamente e demonstre estar tomando todas a medidas para resolver o problema. Faça pós-venda! Algum tempo após a entrega, entre o contato com o cliente para saber de sua satisfação com o produto.

Disponibilidade da mercadoria para remessa imediata

Se o seu objetivo é se estabelecer com segurança e credibilidade no comércio online, uma boa prática é ter um estoque mínimo dos produtos que pretenda vender. Caso seja algo artesanal ou personalizado, que precise ser feito mediante encomenda, deixe isso claro ao cliente e planeje muito bem os prazos de entrega.

Como veremos no próximo item, nada pior que comprar um produto e perceber que, dias após a compra, ele sequer foi postada. Isso arruína a credibilidade de qualquer vendedor.

Existem modelos de e-commerce que não exigem estoque. Falo disso logo abaixo, dentre os canais de vendas.

Agilidade na postagem

Nada mais irritante do que comprar um produto e perceber que, três dias depois da compra, o vendedor ainda não postou a encomenda. Mesmo que o prazo para entrega seja grande, demorar para postar passa imagem de vendedor relapso. E você, claro, não quer ficar conhecido na praça por ser relapso.

Além dessas regras (e quase que consequência delas), existem três pecados capitais nesse negócio, que simplesmente não podem ser cometidos. 1 – Não entregar o produto (sim, isso acontece e, se não houver estorno do pagamento, é estelionato); 2 – estourar o prazo prometido para entrega (exceto por algo realmente muito justificável, avisando o cliente de que ocorrerá o atraso e mantando-o informado) e; 3 – entregar algo que não era como o cliente esperava, decepcionando-o.

Acrescentaria ainda uma “dica bônus”, válida para qualquer canal que você use para vender: imagem é tudo, portanto, capriche nas fotos. Na internet você encontra muitos tutoriais bacanas com dicas de como fotografar.

» Confira – “TopLinks: Dicas de como fotografar produtos para venda na internet”

Tendo ciência desses pontos, vamos aos canais mais comuns para quem quer começar.

Dicas para quem quer começar uma loja online
Não é necessário recorrer a soluções complicadas e caras para começar a vender na internet. As redes sociais oferecem ótimas oportunidades. Fotos: Reprodução.

O canal correto para você

Tenha em mente que não é vergonha nenhuma ser pequeno. Vergonha é fingir ser mais do que realmente é. Portanto, escolha um canal que seja condizente com o atual estágio de seu negócio. Você vai fazer tudo sozinho ou terá um ajudante? Afinal, você tem que dar conta de todo o trabalho envolvido. Qual o nível de demanda que você é capaz de atender? Começar por um canal que permita você medir e controlar a demanda, para depois decidir quando e como ampliar seus negócios, é uma estratégia acertada. Vamos então conhecer a alguns canais bastante usados.

Instagram com Whatsapp

Esse é o meio mais simples e barato para começar. Nesse caso, você vai fazer seus anúncios no Instagram (vale repetir: capriche nas imagens!) e direcionar o cliente para seu Whatsapp, onde você vai dar mais detalhes e negociar a venda. Parece simples e realmente é. A chave é você investir em anúncios pagos e configurar com inteligência seu público alvo no gerenciador. Embora a ideia de “anúncios pagos” possa assustar algumas pessoas, no Instagram isso é muito fácil (fazendo algumas vezes você pega o jeito rápido) e barato. Tem muitos tutoriais ensinando como fazer e grupos de discussão onde você poderá aprender a tirar dúvidas.

Grupos de Facebook

No Facebook existem vários grupos onde os membros anunciam produtos para venda. Não exige investimento algum, bastando que você faça uma boa pesquisa para encontrar grupos com membros bem ativos. A dica é se entrosar com as pessoas, ajudar com ideias, responder dúvidas de outros membros, enfim, ter uma participação que o torne conhecido e relevante dentro do grupo.

Marketplaces

Um “marketplace” é uma espécie de shopping virtual, que agrega vários lojistas dentro de um único portal, sob controle de uma marca conhecida. Mercado Livre, OLX, Bom Negócio, Americanas, Shoptime, Walmart, Netshoes são alguns dos marketplaces mais populares. Mais recentemente, o Facebook também criou seu próprio marketplace dentro do próprio ambiente da rede social.

Existem também alguns marketplaces com posicionamento mais específico, como o “Enjoei”, muito utilizado por quem deseja vender um item pessoal usado.

Por serem mantidos por nomes de peso no mercado, os marketplaces agregam credibilidade ao vendedor e segurança para o comprador. Como em tudo na vida, há pontos positivos e negativos. Dentre os positivos está o aumento nas vendas e o potencial de crescimento de seu negócio. Dentre os negativos, podemos citar a dependência das regras estabelecidas pelos mantenedores do marketplace e uma certa “despersonalização” da sua marca (exemplo: as pessoas dizem que compraram um tênis na “Netshoes” e não da “XPTO Tenis”, que foi quem realmente fez a venda).

» Leia também – “Vantagens e desvantagens de vender através de um marketplace”

Pequeno e-commerce

Os grandes sites de comércio eletrônico têm alto custo de desenvolvimento e manutenção, além de exigirem estrutura e pessoal técnico próprios. Isso, contudo, não significa que você não possa ter o seu. Para quem passou pelas fases iniciais das vendas online, cresceu e quer ter seu próprio e-commerce sem desembolsar uma fortuna, existem duas soluções interessantes: “lojas prontas” oferecida por alguns provedores ou uso deu uma plataforma específica, como o Magento ou WordPress com plugin de e-commerce (ex. WooCommerce).

Alguns provedores oferecem soluções de e-commerce prontas, como Locaweb e UOLHost. São baratas, simples de configurar e incluem integração com os canais de pagamento. Assim que você contrata o serviço, terá acesso a vários modelos de layout, bastando escolher o que mais lhe agrada e aplicar sua logomarca. Todas as demais configurações, assim como o processo de inserção dos produtos, são simples e você conta com o suporte do provedor em caso de dúvida.

Para quem tem um pouco mais de estrutura e poder de investimento, é possível recorrer a uma plataforma “open source”, que tem baixo custo de implementação, mas que exige suporte de um profissional especializado. Nesse caso, as duas soluções mais comuns são o Magento ou o WordPress com o plugin WooCommerce.

O Magento é uma plataforma especificamente desenvolvida para comércio eletrônico, bastante flexível e escalável. Isso significa que você não vai precisar mudar de plataforma porque seu e-commerce cresceu muito: ele vai continuar te atendendo mesmo que seu negócio comece a bombar (… e é essa a ideia. Correto? 😉 ). Já o WordPress com WooCommerce é uma solução muito popular e relativamente fácil de instalar e manter. Para quem não conhece, o WordPress é um publicador e gerenciador de conteúdo para sites e o WooCommerce é um complemento que você instala dentro do Wordprees para transforma-lo num site de e-commerce. O lado negativo do Magento e do WordPress é que todas as configurações e integrações correm por sua conta, o que não é muito simples nem muito barato, por isso, são soluções melhores para quem já passou da fase inicial e busca soluções mais robusta.

E sobre e-commerce sem estoque?

É possível ter um e-commerce sem estoque. Sim, é possível. Há casos em que você pode trabalhar com produtos de um fornecedor próximo e, uma vez efetuada a venda, vai buscar a mercadoria diretamente na fábrica ou distribuidora desse fornecedor, para então envia-la ao seu cliente. O risco desse tipo de negócio é que você não consegue controlar com segurança o estoque de seu fornecedor, correndo o risco de vender algo que não terá para entregar. Nesse caso, se você são conseguir solucionar o problema de forma satisfatória para seu cliente, estará comprometendo sua credibilidade e seu futuro como empreendedor online.

Existem também alguns modelos onde você vira uma espécie de franqueado ou revendedor de um e-commerce já estabelecido, apenas divulgando e gerando tráfego para “sua” loja, enquanto a empresa que lhe fornece a plataforma fica responsável pelo estoque, cobrança e envio da mercadoria. Nesse caso, você não tem custos, ganha um comissionamento sobre as vendas, mas fica totalmente dependente da empresa dona da plataforma.

Tudo depende da estratégia de cada um, mas, na maioria dos casos, esses modelos são utilizados por quem está começando, não tem capital algum e precisa fazer uma alavancagem inicial.

Por fim…

“Vender pela internet” é um tema extremamente extenso, mas com essas dicas você poderá ter uma ideia de que rumo seguir e os cuidados que deve tomar. É um ponto de partida para que você pesquise mais e se planeje corretamente para começar. Fique ligado, pois teremos sempre uma dica bacana para você.

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